segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Teorias...

É verdade que a historiografia como história, parece se repetir, embora com variações, disso não tenho dúvida, pois como diria Eduard Carr, a História é feita de porquês e isso remete para uma interpreteção do historiador, logo de vários historiadores e várias interpretações sobre os mesmos factos, o que poderá então trazer repetições.

A grande novidade aparece então no facto de haver contrastes entre formas de narrativa, e a tentativa de encontrar um modo eficaz de escrever e relatar a História no seu total. Este texto indica-nos dois pontos de vista de narrativas diferentes, a narrativa estrutural, aquela que não se foca apenas em acontecimentos particulares por si sós, mas pelo que revelam sobre a cultura a que estes estão inseridos, e a narrativa tradicional, a narração de acontecimentos. Estes dois campos diferem nos modos de explicação, isto porque na narrativa estrutural a explicação, é justificada pelas estruturas e na narrativa tradicional é justificada por um acontecimento.

É neste sentido que concordo com a complexidade de causas, isto é na minha opinião é óbvio que os factos se gerem devido as condições em que se vive, mas também devido a uma série de acontecimentos antecedentes, com isto quero eu dizer que para se construir e consequentemente retratar e fazer História no seu total, é necessario olhar á estrutura e ao que se antecedeu, ou seja as duas narrativas indicadas para mim so funcionam juntas, porque sendo duas narrativas distintas, tornam se incompletas.

Contudo a meio deste texto percebi que que fazer História não é asim tao fácil, existe uma enorme preocupação por parte dos historiadores de escreverem o que realmente aconteceu e adequar a leitura aos nossos tempos, e embroa se tornando visíveis na narrativa, têm também que mostrar ao leitor de que existem outras interpretações visíveis.

Acredito que para um historiador mais recente seja mais dificil reconstruir a História visto que vao aparecendo novos contextos, e que por se retrarar dum acontecimento ja passado, este consegue saber varios pontos de vista e tem de escolher as causa para ele mais relevantes , e que para isso tenham de encontrar soluções para uma nova narrativa para que esta não se torne tão densa.

O autor, apresenta quatro tipos de análise da relacão entre estrutura e acontecimentos:
A micro-narrativa, isto é a narração de uma História sobre as pessoas comuns e no local em que estão instaladas; os reltatos de pessoas; a analogia, e o encontro entre culturas.
Não consigo discordar em nada, mas tenho uma visão de uma possivel solução.

Em primeiro lugar, a História não pode ser feita sem factos reais, porque dessa forma, hstória seria igual a interpretação, logo pura invenção do historiador. Ao mesmo tempo não descarto os quatro tipos de relação entre estrutura e acontecimentos referidios, mas como aprendiz de história e futura historiadora, faria História baseada em relatos pessoais para saber os acontecimentos, e consequentemente num encontro entre culturas, para perceber as estruturas, dessa forma conseguiria chegar a uma micro-narrativa, para estudar as pessoas a nível individual, o metodo por analogia.
Não seria um complemento para fazer História, mas sim outra forma de a narrar.

Claro isto tudo sem abandonar a narrativa, porque a narrativa é a forma de explicar que o historiador empresta á História.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Talvez!

Talvez porque me sinta na ignorância, talvez por sentir que todos á minha volta o são capazes de fazer e eu não, tlavez porque não me dou valor, ou talvez a perguiça tenha tomado conta de mim, talvez..
Num dia como este, em que sou invadida por dúvidas, sentimentos e um péssimo amor próprio, em que oscilo entre o pensamento de me odiar e o medo se sofrer por ter esse mesmo pensamento, em que deambulo na minha insegurança e o facto desta delimitar a minha forma de viver, a forma como me prende a um ser fechado que quase nunca faz aquilo que deseja e que muitas vezes age sobre influência de outrem, o ter a certeza de que sou inferior e que me olham como alguém inútil, talvez mesmo por eu pensar que é isso que pensam de mim e me tornam deprimente e sem vontade própria, que num momento de reflexão racional (espero)digo a mim mesma "tens tudo na vida não sejas egoísta", e aí pergunto -me ... será que toda esta ausência de auto-estima não está embrulhada num acto super convencido de achar que todos me acham abaixo deles, e que afinal nem sabem que exito ou até me admiram??
Talvez esta humildade a mais possa ser tida e encarada como egocentrismo?
Acho que isto não passa duma luta entre o consciente e o subconsciente, o arranjar justificações para não me repugnar e o arranjar soluções para me aceitar.
Terei então de deixar esta insegurança a que chamo auto-defesa e ser eu mesma..e no meio de um " Talvez" descobrir me a mim prórpia?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

continua...



Irrita me quando as melhores ideias apenas me vêm aquando a inércia para escrever me consome. Na verdade apenas me culpo, pois raros são os momentos como este em que tomo a iniciativa de escrever. Desta forma talvez confirme a opinião de Fernando pessoa e a teoria do poeta fingidor… aquilo que escrevo já foi pensado e sentido, agora apenas transcrevo os sentimentos, já não os mesmos estes já pensados… palavras que no 1ºpensamento não eram tão caras como as que agora escrevo para abrilhantar o texto, eram sim humildes…
Não entendo porque insisto em escrever. O jeito falha-me, a lamechice essa eu evito, no entanto e ao mesmo tempo parece me um bom refúgio, talvez a única forma de tentar perceber o que quero…
A luta e definir o que sinto e como hei de reagir e agir…gosto, sei que gosto, mas nunca tomo a atitude certa, não luto e ao mesmo tempo insisto acabando por fazer da pior maneira, tornando me chata e sozinha..Uau! e mesmo assim repito o mesmo erro vezes sem conta se preciso.
A minha maneira de ser? Talvez..As conversas são patéticas, a forma de chamar e mostrar quanto quero estar perto, abraçar e tocar, apenas afasta e deprime.
É isso que me assusta cada vez mais, pois quanto mais distante faço ficar, mais sei que é disso que preciso.
Parece me assim que vejo a história repetir-se á minha frente, no entanto por mais que possa interferir a tempo sou atropelada pela estúpida sensação de inutilidade ou incapacidade de alguma coisa poder fazer .O medo da desilusão torna –se a causa principal da desilusão que sinto, e nem assim tomo a iniciativa de agir..